MISAU E PARCEIROS DISCUTEM SAÚDE MATERNA, NEONATAL E INFANTIL

A realização do Fórum sobre o Subsistema Comunitário de Saúde e Redução da Mortalidade Materna e Infantil, de 10 a 12 de Junho de 2026 no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, marcou um passo decisivo para o sector da saúde em Moçambique. Ao reunir decisores políticos, parceiros de cooperação, académicos, profissionais de saúde e organizações da sociedade civil, o evento consolidou um compromisso colectivo: acelerar a redução das mortes evitáveis de mulheres, recém‑nascidos e crianças, fortalecendo o papel do subsistema comunitário de saúde.

A Rede HOPEM, presente no Fórum, reforçou que muitos dos obstáculos enfrentados pelas mulheres,  desde o atraso na procura de cuidados até à falta de apoio no pré‑natal e pós‑parto,  estão enraizados em expectativas sociais que afastam os homens da saúde familiar. Quando estas normas mudam, muda também a dinâmica do cuidado: os homens tornam‑se aliados, partilham responsabilidades e contribuem para decisões mais informadas e seguras.

A directriz do MISAU sobre engajamento masculino na área de HIV e Sida, já reconhecida no sector, oferece um precedente importante. A Rede HOPEM recomenda que se deve expandir essa visão para a saúde materna e neonatal: desde a preparação para o parto até ao acompanhamento pós‑natal, passando pelo apoio emocional, logístico e financeiro que os homens podem e devem assumir.

Ao lado do Governo e dos parceiros, a Rede HOPEM continuará a advogar por políticas, investimentos e práticas que reconheçam o homem como aliado fundamental na promoção da saúde familiar. A redução da mortalidade materna, neonatal e infantil exige sistemas de saúde fortes, mas também exige comunidades mobilizadas, famílias informadas e homens comprometidos com o cuidado.